Compositor: Gustavo Cordera
Quatro bêbados levam o roqueiro embora
Mais uma vez, o funeral fracassou
No bairro, as faixas balançam
Animando o modelo pra começar
Dança, dança, o boca a boca é só fumaça
Mas, dessa vez, o morto voltou
E sentia que era estranho nessa orquestra
Que cansava de tocar sempre em Sol maior
Por que
Esse pau que te amassa
Que te amolece, que te esmaga
Você usa pra matar?
(Você usa pra matar)
Depois
Quando já não resta nada
Não tem mais olhos, nem tem mãos
Você quer acariciar
Não tem nada, uô-ô-ô, você o ama, uô-ô-ô
Não tem nada, uô-ô-ô, não sobra nada
Escritórios preparando predadores
Nas rádios incitando o festival
Que lembra, pela primeira vez, a um homem
Que o povo, hoje, está querendo mais
Com o tempo, ele foi indo pra crista
De uma onda que não para de crescer
Hoje, o rosto dele está em todas as camisas
É um morto que não para de nascer
Quem são?
Kamikazes de outras almas
Entediados nas suas casas
Nem coragem têm de cantar
(Nem coragem têm de cantar)
Depois
Alucinam que está planejando
Um herói de outras terras
E que vai vir resgatá-lo
É isso, uô-ô-ô, se não tem, uô-ô-ô
A cara, uô-ô-ô, você monta, uô-ô-ô
Uma máscara, uô-ô-ô, com sua vontade
Amém, amém, amém
Quatro bêbados levam o roqueiro embora
Levam ele para sempre
Se deforma e logo volta
Quatro bêbados levam ele
Quatro bêbados levam ele
Levam ele para sempre
Quatro bêbados levam ele
Levam ele, uô-ô-ô
Quatro bêbados, uô-ô-ô
Levam ele para sempre
Quatro bêbados levam ele
Quatro bêbados, uô-ô-ô
Levam ele, uô-ô-ô
Levam ele para sempre
Levam ele para sempre
Quatro bêbados, uô-ô-ô
Levam ele, uô-ô-ô
Levam ele para sempre
Se deforma e logo volta
Uô-ô-ô, uô-ô-ô, uô-ô-ô, não, não, não, não, não, não