Compositor: Cazuza, Arnaldo Brandao
Disparo contra o Sol com a força do entardecer
Minha metralhadora está cheia de magias
Mas sou só mais um homem
Cansado de correr na direção contrária
Sem pódio de chegada, e meu amor me corta a cara
Porque sou só mais um homem
Mas se você pensa que estou derrotado
Quero que saiba que sigo jogando
Porque o tempo, o tempo não para
Uns dias sim, outros não
Estou sobrevivendo sem um arranhão
Pela caridade de quem me detesta
A sua cabeça está cheia de ratos
Você comprou as ações dessa farsa
E o tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Vejo um museu de grandes novidades
E o tempo não para, não para, não
Eu não tenho datas pra recordar
Meus dias se gastam por inteiro
Buscando um sentido pra tudo isso
Nas noites de frio, é melhor não nascer
Nas de calor, escolhe-se matar ou morrer
E assim nos fazemos argentinos
Nos chamam de ladrões, bichas, drogados
E eles afundaram um país inteiro
Pois assim se rouba mais dinheiro
A sua cabeça está cheia de ratos
Você comprou as ações dessa farsa
E o tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Vejo um museu de grandes novidades
E o tempo não para, não para, não, não
Uns dias sim, outros não
Estou sobrevivendo sem um arranhão
Pela caridade de quem me detesta
A sua cabeça está cheia de ratos
Você comprou as ações dessa farsa
E o tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Vejo um museu de grandes novidades
E o tempo não para, não para, não, não